Trampolim
Sem olhar, sem respirarReflexos obscuros transcritos em palavras...realidade intocável dos "sinais"...simples mortal se arriscando a traduzir o trágico em poesia ou vice-versa....pura ilusão...sigo tentando até o fim para minha própria libertação...
Sem olhar, sem respirar
Quer saber quando te olhei na piscina
Forte ausência
A menina dos cabelos vermelhos
Volver...


O responsável por esse blog, por motivos desconhecidos até entao, desapareceu.
Em uma noite de outono abafada, depois de um dia inteiro de chuva, quatro pessoas totalmente diferentes, após acordarem da famosa “siesta” espanhola tentam em vao encontrar traduçoes para SAUDADE.
Voltas...voltas...tantas voltas...palavras...palavras...tantas palavras...a partir de agora quero falar menos e sentir mais...sentir...
Paro para descansar na sombra de uma Sequóia...me pergunto: "quantas gerações essa árvore milenar observou parada?"..."e antes ainda, quantas pessoas não pararam neste mesmo lugar que estou e desataram a falar de seus problemas e processos existencias?"
Continuo a caminhar...paro para descansar na sombra de uma Sequóia...
Corpos abertos. Razão vendada. Jogo da vida. Jogo do amor e da morte. Magia?! Feitiçaria.

- Tô com uma sensação nostálgica de algo que não consigo decifrar o quê...uma merda! Você já sentiu isso alguma vez?


Segundo Estásimo Lírico
Todas as premonições de Dionísio ocorreram. Como o adolescente havia prometido satisfazer os desejos dos Atenienses, após o seu repentino desaparecimento, os assassinos de Icário permaneceram dominados por um impulso erótico inextingüível. Impulsionado pela cólera, Dionisio desencadeia em Atenas uma verdadeira loucura sexual:os homens, único objeto de seu ressentimento, são possuídos de um desejo imobilizado no mais alto grau de excitação. Novamente, o Oráculo de Delfos é consultado e a única saída para acabar com essa loucura ocasionada pela cólera do Deus é que sejam fabricados com urgência figurinhas de argila dos corpos em pleno estado de gozo, os quais devem ser consagrados no lugar dos próprios Atenienses para acabar, assim, com a mania que os possuía.
Estásimo final
Dionísio na primeira narrativa acalma-se quando figuras de falos lhe são oferecidos, já na segunda narração, o Deus somente ameniza sua cólera quando figuras dos próprios corpos tensos pela ereção são consagrados. De toda forma, Dionísio é o único Deus que se manisfesta pelo pênis e através do pênis, cuja representação figurada ocupa lugar central no seu culto e nas suas maiores festas.
O vinho pulveriza toda ânsia contida por dentre as máscaras de pudores que são construídas diariamente quase como um ritual. Dionísio é pura exaltação; uma realidade cheia de embriaguez que não se preocupa com esse indivíduo "mascarado", pretende pelo contrário, a sua aniquilação, a sua dissolução libertadora, a renúncia a qualquer tipo de identificação mística com si próprio. Esse estado, no qual a sensibilidade transborda pelos poros do corpo inteiro e a vontade de sair dançando e cantando enlouquecidamente é consequência desse sopro dionisíaco, desse furacão ardente de vida e de possibilidades que aparecem por dentre as inúmeras "máscaras" que vão caindo e sendo pisadas pelos dançarinos e sonhadores do séquito dos "horrores" sempre tentadores.
Ao som de "Afro B" - John Coltrane

P.S: Ao som de...está meio óbvio, não?!
Tragédia..."peça em verso, de forma ao mesmo tempo dramática e lírica, na qual figuram personagens ilustres ou heróicos e em que a ação se entende elevada, nobre e própria para suscitar o terror e a piedade; termina, geralmente, por um acontecimento funesto."